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sábado, 25 de agosto de 2012

Semeando...sempre!!!

Devemos ser indulgentes para com os nossos irmãos em estado de ignorância, porque a indulgência pede a mesma coisa para nós. O que semeamos, colhemos; o que damos, recebemos.
Se tivermos misericórdia para com nossos companheiros, recebemos misericórdia de quantos encontramos nos caminhos. É a consciência das leis espirituais que nos fazem respeitar os outros. É do dever de cada um corrigir as faltas de si mesmo, sem se preocupar com os erros alheios; cada vida é um mundo que pertence a cada um.
Podemos ajudar aos outros pela força do exemplo, na sutilidade do próprio tempo. Entendemos que misericórdia é amor, que veste uma roupagem diferente, mas com os mesmos sinais de caridade, aliviando as criaturas nas duras provas da vida, nas frequentes lutas para melhorar.
Os espíritos superiores falam muito em  indulgência, porque eles são indulgentes para conosco; passam por nós servindo, por vezes em diálogos, vivendo os conceitos ensinados e vivenciados por Jesus; mais tarde, certamente faremos o mesmo. O Evangelho Segundo o Espiritismo nos apresenta muitas mensagens no seu farto repositório de luz, em que muitos espíritos falam sobre a  indulgência, valorizando-a como uma das portas que mostra o amor de deus, já vibrando no coração de quem a expressa.
Não devemos somente esquecer os ofensores; é preciso também nos lembrarmos daqueles por nós ofendidos; é o dever do cristão semear o amor e a caridade no lugar da violência, no lugar do orgulho e do egoísmo. A vida da alma tem de se transformar em harmonia, harmonia em todos os sentimentos. É desta forma que nasce a felicidade, e ser feliz é um estado da alma difícil de ser explicado; somente os sentimentos podem dela dar notícias, no mundo interno.
Jesus veio à terra mostrar os primeiros sinais da glória do espírito, vivendo essa verdade, e deixando como herança o Evangelho, para que possamos dar início à nossa transformação, para a paz interna.
Bem aventurados os misericordiosos, que receberão misericórdia: recebemos o que damos, esta é a lei divina. Desta forma, ativamos o interesse de crescer a indulgência, de modo que ela se mude para o amor.
Em nossas preces, pedimos ao senhor para perdoar as nossas ofensas, compreendendo a lei da justiça. É o que devemos fazer todos os dias; sempre desculpar os algozes, porque eles não sabem o que fazem.
Quem ama, encontra amor; quem é benevolente, encontra benevolência; quem perdoa é perdoado; quem dá, recebe dádiva; quem ilumina, só anda no meio das claridades.
Em toda a criação universal, as leis são iguais; as diferenças, quando existem, diante das leis referem-se ao crescimento espiritual, caminho de todos os espíritos, ordenado pela lei de justiça.
A indulgência nos mostra outras qualidades, que devemos despertar no nosso mundo interno, de que nós mesmos somos os beneficiados.
Colhemos o que plantamos.

Livro Máximas de luz – espírito Miramez.


Queridos amigos(as) a "lição" não é fácil, mas é possível ser aprendida, vivenciada! Temos tanto à aprender, queremos tanto sermos felizes! Então vamos enfrente...com forças e fé, esperança e alegria na caminhada!

"Colhemos o que plantamos!"

Um feliz final de semana, muita luz!
Um abraço...
Nice.

domingo, 19 de agosto de 2012

Lembrando a infância...

JABUTICABAS

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói até o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte...
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter à miséria do mundo.
Não quero que me convidem para eventos de
um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturas.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver  ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena.

(Autor desconhecido.)

Chega um momento na vida que temos exatamente esta sensação!
"Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturas."
E tudo queremos na vida é:
"Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena."
Um feliz domingo e que tenhamos  a felicidade e a coragem de tomar sempre a melhor decisão, mesmo que as vezes não agrade...Lembremos que nem o Mestre Jesus conseguiu agradar a todos, não é mesmo?
Muita paz!
Nice.

sábado, 11 de agosto de 2012

Pai...melhor amigo!!!


Pai

Pai
Pode ser que daqui algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez
Pai
Pode ser que dai você sinta
Qualquer coisa entre esses 20 ou 30
Longos anos em busca de paz
Pai
Pode crer eu vou bem eu tô indo
Tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer
Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você
Pai
Senta aqui que o jantar tá mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde vida só paga pra ver
Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos seus braços você fez segredo
Nos seus passos você foi mais eu, eu, eu
Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
E pedir pra você ir lá em casa
E brincar com vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai
Paz...

Nestes momentos em que comemoramos datas assim, como o dia dos Pais e, já não temos o nosso Pai pertinho (físicamente), lembramos mais ainda dos momentos vividos ao lado do melhor amigo, daquele que junto com a nossa Mãe, nos oportunizaram o retorno a vida física... Nosso pensamento volta no tempo... e tem algumas cenas que marcaram mais ainda! Tive dois Pais, o Pai biológico e aquele a quem eu chamava de "Pai Eio", por não conseguir dizer "Pai velho" quando ainda era muito pequena, meu avô querido com quem fiquei até 10 anos de idade... Do querido "Pai Eio" eu sinto tão presente ainda (apesar de 42 anos da sua partida) o abraço apertado, o carinho, o amor...palavras, conselhos, difícil definir sentimento agora...impossível diria! Do Pai Luiz, lembro o dia do meu casamento...Ele estava muito feliz, realizava um sonho, entrar na Igreja com a filha mais velha vestida de noiva...(esse sonho no caso era mais dos meus Pais do que meu...importa é o amor)... Lembro o quanto "ensaiou" cada passo da entrada e da caminhada até o altar... Mas, quis o "meu roteiro existencial" já previamente escolhido antes da volta que, este com quem naquele instante eu imaginava viver até ficarmos "com os cabelos branquinhos" um ano depois da partida do  "Pai", voltasse Ele também para o mundo Espiritual... Era o momento agora da "filha" tão amada, ficar sem o Pai... Mas "eles" voltaram e deixaram conosco o amor que transcende o tempo e o espaço...os mundos habitados ou não... O tempo passa...e como diz a música que tanto me emocionou hoje...
"Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai..."
Sigo em paz!!!!
Feliz dia dos Pais a todos os Pais,
onde se encontrem...
Um abraço imenso e muito amor!
Nice.

domingo, 5 de agosto de 2012

Tapetinho vermelho...convite a fé e a esperança!

TAPETINHO VERMELHO
Uma pobre mulher morava numa humilde casinha com a sua neta muito doente.
Como não tinha dinheiro sequer para levá-la a um médico, e vendo que, apesar de seus muitos cuidados e remédios com ervas, a pobre criança piorava a cada dia, resolveu iniciar a caminhada de 2 horas até à cidade próxima em busca de ajuda.
Ao chegar ao único hospital público da região foi aconselhada a voltar para casa e trazer    a neta, para que esta fosse examinada.
Quando voltava, desesperada por saber que sua neta não conseguia sequer levantar-se    da cama, a senhora passou em frente à      uma Igreja e como tinha muita fé em Deus, apesar de nunca ter entrado numa Igreja, resolveu pedir ajuda.
Ao entrar, encontrou algumas senhoras ajoelhadas no chão em oração.
As senhoras receberam a visitante e, após  se inteirarem da história, convidaram-na  para se ajoelhar e orar pela criança.
Após quase uma hora de fervorosas orações e pedidos de intercessão ao Pai, as senhoras já se levantavam quando a mulher lhes disse:
"Eu também gostaria de fazer uma oração".
Vendo que se tratava de uma mulher de pouca cultura, as senhoras retrucaram:
"Não é necessário. Com nossas orações, com certeza sua neta irá melhorar"
Ainda assim a senhora insistiu em orar e começou:
"Deus, sou eu, olha, a minha neta está muito doente. Deus, assim eu gostaria que fosses lá curá-la. Deus, pega numa caneta que eu vou dizer onde fica"
As senhoras estranharam, mas continuaram a ouvir.
"Já tem a caneta Deus?
Vá seguindo o caminho daqui de volta pra Belo Horizonte e quando passar o rio com a ponte entra na segunda estradinha de barro, não vai errar ta?
"Nesta altura as senhoras esforçavam-se para não desatar a rir; mas ela continuou".

"Seguindo mais uns 20 minutinhos tem uma vendinha, entra na rua depois da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua, pode ir entrando que não tem cachorro".
As senhoras começaram a indignar-se com a situação.
"Olha Deus, a porta está trancada, mas a chave fica debaixo do tapetinho vermelho na entrada, o Senhor pega na chave, entra e cura a minha netinha".

"Mas olha só Deus, por favor..."!
"Não se esqueça de colocar a chave de novo por baixo do tapetinho vermelho senão eu não consigo entrar quando chegar a casa...”.
Nesta altura as senhoras interromperam aquela ultrajante situação dizendo que não era assim que se deveria orar, mas que ela poderia ir pra casa sossegada, pois elas eram pessoas de muita fé e Deus, com certeza, iria ouvir as suas orações e curar a menina.
A mulher foi para casa um pouco desconsolada, mas ao entrar na sua casinha sua neta veio a correr para recebê-la.
"Minha neta está de pé, como é possível?"
E a menina explicou.
"Eu ouvi um barulho na porta e pensei que era a senhora a voltar, no entanto, entrou um homem muito alto com um vestido branco no meu quarto e mandou-me levantar, não  sei como, eu simplesmente me levantei".
E quase em pranto, a menina continuou.
"Depois ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha que se ir embora. Mas pediu que eu avisasse à senhora que ele ia deixar a chave debaixo do tapetinho vermelho!!!
(desconheço autoria)

Que a paz, o amor e a serenidade estejam em nossas vidas e nos conduzam por caminhos floridos!
Independente da religião que sigamos, importa é a fé que nos fortalece!  Ainda usamos tantos "rótulos religiosos" aqui no plano em que vivemos... Mas aos poucos vamos entendendo o que realmente é necessário e o que deixa de ser...
Feliz domingo!
Um abraço a todos(as)!
Nice.

domingo, 29 de julho de 2012

Fácil e difícil...

Reverência ao destino

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.




Um feliz domingo!
Reflitamos com "Drummond"...
Fácil e difícil...
Um abraço!
Nice.

sábado, 21 de julho de 2012

Aos queridos(as) amigos(as)...

Amizade


Amizade quer dizer companheirismo, cumplicidade, lealdade, compreensão, altruísmo e muito mais...!
Nela só pode conter coisas boas, senão não seria Amizade...
Ter um amigo é poder confiar plenamente, é estar sempre disposto a ajudar nos momentos de dificuldade, é poder contar os nossos segredos, sabendo que, apesar do amigo ter outros amigos, nossa confidência estará segura e ninguém mais saberá o que foi dito.

É estar sempre pronto a dar o ombro para que possamos chorar sem constrangimento e ouvir palavras de consolo e de apoio, se não for possível ajudar de outra forma.
Não precisamos ver o amigo todos os dias, mas temos a certeza que ele está em algum lugar, nos esperando quando a necessidade surgir.

O amigo nos encoraja nos dá ânimo e nos levanta quando caímos.
Entram em nossa vida silenciosamente, porque é um enviado de Deus, um anjo para nossos momentos de tristeza...
Tem um sorriso aberto e as mãos sempre estendidas, dispostas à doação.
Mesmo estando longe de nossas vistas, estará sempre em nosso pensamento e em nosso coração.


A amizade é um tesouro inesgotável, e temos que saber preservar e cultivar como a uma planta, que só permanecerá viva se cuidarmos com carinho, amor e lealdade.
Seu significado é igual ao amor fraterno, sincero quando verdadeiro, e que maldade alguma pode destruir!
A amizade é um sentimento sublime, um cristal raro de se encontrar, mas que ainda não se perdeu, apesar do mundo em que vivemos, onde o egoísmo e o egocentrismo estão entorpecendo as pessoas, tornando-as insensíveis.

Não podemos e nem devemos perder um amigo, por uma leviandade nossa, se isto acontecer, o cristal terá se quebrado e, já não será como antes, mesmo que consigamos colar os pedacinhos...
O verdadeiro “Amigo” é aquele em que podemos confiar, sem medo, que caminha ao nosso lado, e terá sempre o seu lugar guardado em nosso coração.
Não precisamos ter muito amigos, um é suficiente para nos consideramos privilegiados.




"Feliz é aquele que pode dizer: eu tenho um amigo!"
 
Texto de Vanda Dias da Cruz.


Queridos amigos(as) nesta semana tivemos o dia dedicado ao AMIGO! E como sempre esses dias que são de comemoração, embora dia do amigo seja todo o dia... nos convidam a refletir e agradecer! Como os(as) amigos(as) são sempre luz em nossas vidas !!! Muito obrigada pelo carinho, pelos comentários, pelas visitas silenciosas, mas que sempre transmitem através do pensamento vibrações amorosas... Que possamos continuar cada dia mais firmes neste propósito de sermos felizes e vivermos em paz e harmonia, pautando nossa caminhada na certeza de que tudo continua...e nos reencontramos! Um grande abraço e feliz final de semana! Que o Amigo Maior que é JESUS nos abençoe hoje e sempre!
Nice.

domingo, 15 de julho de 2012

Tempo...tempo...

INTERFERÊNCIA DO TEMPO...

Há quem diga que o tempo não existe que somos nós que
o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios
e calendários. Nem ousarei discutir essa questão filosófica,
existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo.
Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me
dá a certeza disso.
O tempo interfere no meu olhar. Lembro-me do colégio
em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro
contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era
grande – era colossal. Uma espécie de superfície lunar sem
horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade.
As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam
os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas,
as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia
na terra dos gigantes. Volto, depois de muitos anos, para
visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio
grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas,
nada tem o tamanho que parecia ter antes. O tempo ajustou
minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.
A interferência do tempo atinge minhas emoções
também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de
gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar
minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas, e a sensação que
me causam não é nem um pouco desafiadora. E mesmo os
que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas
um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que
sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva
se desintegrem. Alguém era grande no meu passado, fica
pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida
proporção aos meus afetos e desafetos.
Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera
o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas
pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos
passos. Uma árvore, que para ser explorada exigia uma certa
logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por
perto e com as mãos livres –, hoje teria seus galhos alcançados
num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que
é, sem a condescendência da fantasia.
E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram
reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros
compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas
salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da
infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência,
precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma
vida funcional.
Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros
lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à
minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos,
todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente
falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança
gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro
– quando o futuro também era infinito à nossa frente.

Martha Medeiros.

Sábado de inverno, depois da tarde ensolarada, chega a noite fria, com certeza já se forma aquela geada... Esta crônica  está bem no início do Livro : "Coisas da vida"...  fiquei aqui pensando!!! Como tudo muda com o passar do "tempo", crescemos, mudamos, vemos com os mesmo olhos "físicos" mas a visão "real" ou espiritual é outra. Tantas pessoas "passam na nossa "tela mental"...saudade de alguns amigos(as) que há muito tempo não encontramos, de outros que vemos todo dia mas que, mudaram tanto que não mais "encontramos" o amigo(a)" que foi um dia...
Tempo...tempo...Vamos enfrente! Não percamos esse "precioso tempo"...tempo de viver e ser feliz!!!
Um abraço grande...imenso, enquanto há tempo!
Nice.