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domingo, 8 de julho de 2012

Eu adoro inverno...



O inverno
- Apesar de reclamar do frio, eu não posso negar que essa mudança de clima me faz bem. Gosto da sensação de novidade que sinto ao início de cada estação. Agrada-me a ideia de me sentar em frente à lareira com um bom vinho e uma fondue de queijo. Beber um delicioso chocolate quente numa tarde fria. Acho que já estava com saudades de respirar o ar gelado do inverno!

- Nada que não possa resolver viajando para uma estação de esqui, por uma semana, Marco Aurélio! Acordar com frio todos os dias por quatro meses, ninguém merece!

- Já pensou em como pode ser monótono o ano de quem não vive como nós, as quatro estações? É tão bom poder viver coisas diferentes a cada quatro meses! Comidas, roupas, divertimentos...

- Humor!... Enquanto no verão todos vibram com os dias maiores e mais alegres, onde qualquer paninho é roupa e qualquer cadeira na calçada é divertimento, no inverno eu me acordo desejando quebrar o despertador e matar quem teve a infeliz ideia de marcar para antes das oito horas da manhã o início da jornada de trabalho. Não basta ter de tirar o pé quentinho da cama para procurar o diabo do chinelo, que parece ter vida própria? Precisamos mesmo sair da cama ainda de noite, justamente quando ela está mais quentinha e a rua mais fria? Qual o problema de começar o trabalho depois das oito e encerrar depois das seis? Não somos como o resto do país! Somos criaturas do frio! Devíamos viver de acordo com a nossa realidade! 

- Jura que prefere sentir calor o ano todo?

- É melhor do que andar como uma coruja, com os ombros roçando as bochechas, contraídos de frio!

- Apesar de todos os inconvenientes, o inverno tem seu charme. Adoro a geada! As pessoas agasalhadas, andando pelas calçadas! É a estação mais elegante!... As mulheres ficam lindas no inverno!

- Marco Aurélio, você está me assustando! Está me dizendo que acha atraentes mulheres de lábios assados ou rachados, vestidas como cebolas, com a ponta do nariz vermelha e a pele xadrez de roxa e lilás?

- Talvez eu goste da ideia de aquecê-las!

- No meu caso, me atire às brasas! Eu congelo em junho e só descongelo em setembro!

- Você vê tudo pelo pior ângulo!

- E há outro, para se ver, Marco Aurélio?

- Assim como o verão nos inspira ao contato com a natureza, o inverno é perfeito à introspecção! Um “pit stop” pra pôr em dia a leitura, o cinema, ouvir boa música, ir a bons shows!

- O inverno já tem sua própria trilha sonora! A sinfonia de espirros, tosses e fungadas, que invade qualquer lugar que se imagine!

- Está vendo as coisas por um péssimo ângulo! Eu poderia lhe descrever o verão como a estação de gente pegajosa e derretida, cheirando a suor!

- Gente feliz, que depois de um dia de trabalho terá tempo para uma corrida ao ar livre ou uma cervejinha com os amigos!

- O que a impede de correr ou reunir os amigos no inverno?

- Normalmente eu estou ocupada sentindo frio!

- Sua má vontade não facilita em nada o seu inverno!

- Você não tá entendendo a intensidade da coisa! Eu odeio tanto o frio, que cheguei a invejar o tio Adão na cerimônia de cremação!

- Já vi que não chegaremos a um consenso. Você odeia e pronto!

- Claro que odeio! E odeio, mais do que tudo, a forma como todos ignoram o inverno por aqui! Lugares frios devem se preparar para o frio! Veja nossos vizinhos uruguaios e argentinos! Há lareiras, estufas, calefações aquecendo todos os lugares. Mas, aqui, com exceção da serra e da capital onde há alguma preocupação com o bem-estar, todos juram que estão no Ceará!

- Bem... O que mais posso lhe dizer? Devia hibernar! Quando voltar à vida, em outubro, a gente combina alguma coisa!

- Novembro!... Outubro venta demais pro meu gosto!

Por: Lisiani Rotta.

Gostei dessa crônica...gosto muito da beleza do inverno! Aqui no finalzinho do Rio grande do Sul, temos a oportunidade das grandes geadas e depois o Sol brilhante que se mostra como "moço faceiro", exibindo seu poder e luminosidade! Isso é uma sensação de felicidade e bem estar...para os que gostam!
Um lindo e feliz domingo a todos! Abraços.
Nyce.

sábado, 30 de junho de 2012

Encerrando ciclos...

Sempre é preciso saber
quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela
mais do que o tempo necessário,
perdemos a alegria
e o sentido
das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos,
fechando portas,
terminando capítulos,
não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado
os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo
se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo
que não dará mais um passo
enquanto não entender as razões
que levaram certas coisas,
que eram tão importantes e sólidas em sua vida,
serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude
será um desgaste imenso para todos:
seus pais, seu marido ou sua esposa,
seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos,
virando a folha,
seguindo adiante,
e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo
no presente e no passado,
nem mesmo quando tentamos
entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará:
não podemos ser eternamente meninos,
adolescentes tardios,
filhos que se sentem culpados
ou rancorosos com os pais,
amantes que revivem
noite e dia
uma ligação com quem já foi embora
e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam
e o melhor que fazemos
é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante
(por mais doloroso que seja!)
destruir recordações,
mudar de casa,
dar muitas coisas para orfanatos,
vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível
é uma manifestação do mundo invisível,
do que está acontecendo em nosso coração
e o desfazer-se de certas lembranças
significa também abrir espaço
para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando
nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo,
não espere que reconheçam seu esforço,
que descubram seu gênio,
que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional
e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda:
isso o estará apenas envenenando
e nada mais.

Não há nada mais perigoso
que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego
que não têm data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas
em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo
é preciso terminar o antigo:
diga a si mesmo que o que passou,
jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época
em que podia viver sem aquilo,
sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível,
um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio,
pode mesmo ser difícil,
mas é muito importante.

Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho,
por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente
aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta,
mude o disco,
limpe a casa,
sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
E lembre-se:
Tudo que chega, chega sempre por alguma razão!
Fernando Pessoa.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Abençoada seja a chuva que cai...





Depois de muitos dias, meses sem chuva, finalmente volta a chover aqui em Bagé!

Um sensação boa, a chuva batendo na janela, como uma sinfonia Divina nos convidando a ser feliz!

Interessante! Como nos faz falta a chuva, ficamos como flores, parece que murchamos, sem vida, sem umidade, aflitas... A chuva nos convida também a refletir! O Senhor da Vida, que nos oferece gratuitamente todos os dias seja  Chuva ou   Sol, também o ar que respiramos, nos deixa livres para tomarmos decisões, trilhamos esse ou aquele caminho... Muitos momentos, passam nas nossas mentes, em que nem paramos para agradecer... Por isso neste instante MUITO OBRIGADA SENHOR por tudo...

Um feliz e abençoado final de semana...seja com CHUVA ou com SOL!

Nyce.

 

"... Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
-Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E quando haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."

Fernando Pessoa

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Viver não dói...

      ...ou "as possibilidades perdidas...


Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.

(Martha Medeiros)

Este selinho é presente da amiga Maria Alice Cerqueira...
Muito obrigada pelo carinho!


domingo, 3 de junho de 2012

Saber viver....

Saber Viver

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos
o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto dura.


Cora Coralina.