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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Crônica do Amor...

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

sábado, 13 de agosto de 2011

Um lindo Dia dos Pais!!!

Ser Pai é ter compromisso;
E usar como artifício;
O seu jeito de amar;
É sentir muita alegria;
De estar em sintonia;
Como a areia e o mar;

Ser pai é um presente;
Que alegra e deixa contente;
A nação do mundo inteiro;
É como uma árvore atrativa;
Que dá fruto e cativa;
Lá no centro do canteiro;

Ser pai é a convicção;
De ter a preocupação;
De o filho ser vencedor;
No caráter e na verdade;
Manter sempre a humildade;
Cultivando sempre o amor;

Ser pai é perder o sono;
É sentir um cão sem dono;
Quando o filho está distante;
Mas que sempre trabalha duro;
Para garantir o futuro;
E o filho ser importante;

Ser pai é o extremo;
No mundo em que vivemos;
Nesse planeta sem brilho;
Com trabalho estressante;
Mas tem momentos marcantes;
Que são os abraços do filho;

Ser pai é um enredo;
Mas que não retrata o medo;
E tem alegria de monte;
É como um final de novela;
Seguindo num barco a vela;
A procura do horizonte;

Ser pai é acordar cedo;
E construir um brinquedo;
Com madeira e verniz;
Uma boneca ou um pião;
Uma pipa ou caminhão;
Só pra ver o filho feliz;

Pai tem que ser amado;
Além de tudo respeitado;
Do fundo do coração;
Pai é uma sensação gostosa;
Uma coisa maravilhosa;
Que não tem explicação;

(Ivan Sousa)

Aos meus Pais, porque Deus me deu a oportunidade de ter dois, aonde se encontrem, meu amor eterno, carinho e saudade!!!

Feliz Dia dos Pais!!!

Quem disse
que por de trás daquela barba
que nos arranha o rosto
não tem um coração moleque
querendo brincar?

Quem disse
que por detrás daquela voz grossa
não tem um menino criativo querendo falar?

Quem foi que falou
que aquelas mãos grandes
não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou,
que aqueles pés enormes,
não deslizam suaves na calada da noite,
para o sono do filho velar?

Quem é que achou
que no fundo do peito largo e viril
não tem um coração de pudim,
quando o filho amado,
com um sorriso largo se põe a chamar?

Quem foi que determinou
que aquele coroa,
de cabelos brancos não sabe da vida
para querer me ensinar?
(desconheço autoria)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

"Deus, fala comigo!"

Sussurros de Deus.

Um homem sussurrou: “Deus, fala comigo!”
E então cantou um passarinho. Mas o homem não escutou.
Então o homem gritou: "Deus, fala comigo!", e então se ouviram trovões através de um colchão de nuvens. Mas, de novo, o homem não escutou...
O homem olhou ao seu redor e disse: "Deus, deixe-me vê-Lo." E uma estrela brilhou no firmamento como nunca havia brilhado.
Mas o homem não olhou para o céu e não a viu...
Então, o homem indignado, fortemente gritou: "Deus, deixe-me ver um milagre!"
E nasceu seu filho! Mas o homem não se deu conta da nova e irrepetível vida que começava...
Então, gritou desesperado: "Deus, toque-me, deixe-me senti-Lo." Nesse momento, Deus desceu do céu e tocou o homem na sua bochecha suavemente. Mas o homem tirou a linda borboleta da sua bochecha e seguiu o seu caminho.
Isto deve recordar-nos que Deus sempre está ao nosso lado, em todos, no grande e no singelo, até nas coisas que não prestamos muita atenção. Principalmente nesta era eletrônica.
Por isso, quando o homem, chorando, gritou: "Deus, necessito da Tua ajuda!", nesse momento, chegou uma mensagem por e-mail, com boas notícias, dando-lhe alento, com a oração e o abraço de alguém que se importava com ele.
Mas o homem não o viu...
Ele seguiu trabalhando e apagou-o sem ler.

Não percas uma oração nem um bom amigo, porque a embalagem não é o que tu esperas...
Deus nos fala através das pessoas mais simples e menos esperadas.

(Padre Martinho)

sábado, 6 de agosto de 2011

O ZELADOR DA FONTE!!!

O ZELADOR DA FONTE

    Conta uma lenda austríaca que em determinado povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.

    O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca.

    Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.

    Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina.

    Rodas d`água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite.

    As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.

    Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.

    Um dos membros do conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte.

    De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade.

    E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.

    Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.

    Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas.

    Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.

    Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte.

    Dois dias depois, a água estava escura.

    Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens.

    O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente, depois pararam.

    Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.

    O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido.

    Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.

    Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d`água voltaram a funcionar.

    Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.

    * * *

    Assim como o conselho municipal da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores.

    Aqueles que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas.

    Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.

    Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa.

    Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los.

    Mas, sem seu trabalho o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.

    O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável.

    Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá.

    Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!


    Pensemos nisso!


(Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap.  O zelador da fonte, de Charles R.  Swindoll, do livro histórias para o coração, de Alice Gray, ed.  United Press. )

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Pois viva como as flores!",

"Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam".

- "Pois viva como as flores!", advertiu o mestre.
- "Como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.
- "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
- "Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores."
(desconheço a autoria)